Parece que vivo num mundo onde a perfeição é sempre a meta, o objetivo e o obstáculo. Eu tolero erros alheios, afinal, sou uma eterna errante em busca da perfeição. Perfeição esta que existe apenas no plano ilusório da minha mente deturpada. Mas busco por ela. Como uma doença mesmo, um vírus que sempre me faz procurar pelo melhor, pelo perfeito. Quando cometo erros que vejo que são prejudiciais para mim ou para os outros, eu entro em uma piscina gelada que me faz ficar sem respirar por alguns dias. É difícil sair de lá, preciso sempre de ajuda. Mas quando se trata de erro dos outros, como é a forma mais perfeita de lidar com isso? Quando decidimos não tolerar algum erro do outro, o que isso faz de nós? Mais imperfeitos por não suportar a imperfeição do outro? Ou apenas seguimos o que para nós é perfeição? 

LIVRE. É como eu me sinto agora.

É como ser amiga de um leão. Você adora felinos. Ama o jeito deles: charmosos, independentes, bonitos. Mas é extremamente perigoso. É um risco que você corre. E se você escolheu fazer amizade com um leão, tem que tomar cuidado. Não adianta pensar que você pode brincar com ele sem levar um arranhão que pode fazer sangrar e demorar cicatrizar. Você escolheu isso. E as brincadeiras, por mais que sejam divertidas, sempre te rasgam a pele de alguma forma. Isso se ele for domado, porque se não for, aaaah meu bem, ele te estraçalha e não deixa nenhum pedaço pra contar história.

De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades: não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma; cuidado com o que anda desabafando; conte até três (tá certo, se precisar, conte mais); antes só do que muito acompanhado; esperar não significa inércia, muito menos desinteresse; renunciar não quer dizer que não ame; abrir mão não quer dizer que não queira. O tempo ensina, mas não cura.
Martha Medeiros (via antiga-romantica)

(Source: versossoltos)

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